Empresas que investiram em aplicativos ou na versão mobile de seus websites tiveram um aumento significativo nas vendas

São Paulo, Junho de 2015 –A Criteo S.A. (NASDAQ: CRTO), líder global de tecnologia especializada em performance de marketing digital, acaba de divulgar seu relatório trimestral “State of Mobile Commerce”, que mostra que o comportamento do consumidor via mobile continua a avançar mais rápido do que a velocidade dos varejistas para se adaptarem às novas ferramentas. No Brasil, 14% das transações online do segundo trimestre foram realizadas por meio de dispositivos móveis, sendo que 10% ocorreram via smartphone e 4% via tablet. O resultado é baseado em dados de 1,4 bilhões de transações online que movimentaram US$ 160 bilhões de vendas anuais.

“O processo de compra do cliente torna-se cada vez mais complexo, uma vez que os consumidores já não usam apenas navegadores web e dispositivos individuais para fazer compras. Entregar uma experiência envolvente em app e se conectar com os consumidores por meio de diversos dispositivos é fundamental para capturar as vendas de comércio eletrônico”, afirma Fernando Tassinari, diretor geral da Criteo no Brasil.

As transações mobile dos Estados Unidos, por exemplo, já ultrapassam os 30% em sua média. Porém, os principais varejistas online conseguiram 40% de vendas por dispositivos móveis. Em relação as categorias, “Moda e Luxo” e “Travel” são as campeãs, com uma em cada três transações feitas por smartphones ou tablets. Já a categoria “Home”, que tem um histórico de crescimento mais lento, está ganhando velocidade e passou de 17% para 21% no segundo trimestre.

Com a introdução de telas maiores, como IPhone 6 e o Samsung Galaxy, os consumidores vêem nos smartphones uma maneira conveniente e cômoda de fazer seus pedidos. Ainda que os smartphones Android estejam perdendo terreno para o IPhone, o gasto absoluto em Android tem se mantido estável. Nos Estados Unidos, o IPhone foi responsável pela maioria das transações via smartphone, com 66%, ante 61% nos últimos dois trimestres. Porém, mundialmente falando, o Android é líder na maioria dos países, incluindo o Brasil, que obteve 7% de transações via Android ante 3% do IPhone.

Os sites mobile otimizados são o segredo para o sucesso no M-commerce. A diferença é significativa, pois sites não otimizados tem 23% de suas transações ecommerce via mobile enquanto que sites otimizados conseguem 31%. Quanto mais um site for otimizado para o mobile, maior é o aumento na taxa de conversão. Para websites que são apenas ‘navegáveis’ nos dispositivos móveis, a taxa de conversão fica em 2,9% contra 1,6% para sites não otimizados. Quando o site é adequado para o mobile, a taxa de conversão passa para 3,4%. Essa diferença também fica clara no ‘digital funnel’, onde o usuário que acessa um site otimizado visualiza cerca de 2,9 produtos e as compras atingem 9,5%. Nos sites não otimizados, são 2,3 produtos e pedidos em 8,4%.

Os aplicativos geram quase 50% das transações mobile para as empresas que os utilizam e seus resultados são tão bons, que eles alcançam uma performance melhor que qualquer outro canal, incluindo desktop. Isso indica que a experiência do usuário no App é melhor que no desktop ou browser. Os vendedores que priorizam seus apps mobile como um fator chave de receita, podem ver parte significativa das transações por meio de seu app. Para estes varejistas, os apps geram 47% de toda a receita mobile. Na parte de viagens, são bem significativos para as reservas de última hora.

Em todos os países, o cross device tem se tornado uma forte tendência. Além dos Estados Unidos, países como Japão e Coréia do Sul, que possuem um alto índice de uso de smartphones, utilizam mais de um dispositivo para pesquisa e fechar suas compras.

Tendências
Com isso, é possível identificar quatro grandes tendências:

O crescimento em mCommerce é inevitável. No final do ano, a cota de transações de comércio eletrônico móvel está prevista para chegar a 33% nos EUA, 22% no Brasil e 40% globalmente.

Smartphones continuarão em fase de crescimento devido a maiores telas disponíveis. A Apple está ganhando terreno do Android, mas ambos são vencedores contra o desktop, que está encolhendo.

Apps são a próxima fronteira. Os anunciantes vão começar a investir significativamente em seus aplicativos moveis como uma forma de gerar mais conversões do que desktop e ter mais envolvimento com seus clientes fiéis.

Lidar com o comportamento cross-device é o maior desafio e oportunidade para os comerciantes em 2015. Com 40% das vendas já cross device, os comerciantes têm de falar com os usuários e não mais para os dispositivos.